A Freguesia de Cortes do Meio, como todos os lugares, todas as terras, aldeias, vilas e cidades tem uma história, uma vida para contar.
Quando se reúne a toponímia completa de uma freguesia, tem-se, em geral, uma descrição geográfica e histórica quase perfeita. O nome de ruas e lugares fazem parte da história de um povo.
Neste âmbito, “cortes” é sinónimo de “malhada” ou “curral”, lugares onde se guardam e criam animais domésticos. Se, com base nesta definição, tivermos em conta que o local em questão tem como actividade mais relevante a pastorícia, acabamos por achar lógico que se chame, a esta aldeia, Cortes, em virtude dos muitos currais que aqui existiam. Esta é, sem dúvida, a explicação mais coerente suportada pelos anciãos da freguesia.
As “cortes” eram, inicialmente, pequenas casas de colmo (palha) onde o pastor abrigava o gado do frio que se faz sentir nesta região da Serra da Estrela.
São ainda muitos os mistérios que assolam toda esta questão. Não se sabe, por exemplo, de onde surgiu a designação “Meio”. Crê-se que poderá ter sido adoptada pelo facto da aldeia se situar entre Bouça e Cortes de Baixo. Suposições, crenças, histórias lendárias são atributos que conferem um certo exotismo a este tema.

